Francisco SantoMestre em Planejamento Energético pela USP
Todo desconto na conta de luz incide sobre uma parte específica da fatura, e quase nenhum anúncio diz qual parte é essa. Aí mora a pegadinha do setor: o cliente ouve “15%”, faz a conta sobre o valor total do boleto e recebe menos do que imaginou.
Este guia faz o contrário: abre a fatura linha por linha e mostra onde cada desconto encosta. Leia com a sua conta da Equatorial na mão.
Como conseguir desconto na conta de luz de verdade?
São cinco caminhos, e eles não competem entre si.
- Tarifa Social de Energia Elétrica: benefício federal por renda. Para quem se enquadra e consome pouco, é o maior desconto do país.
- Correção de classe, titularidade ou leitura: parar de pagar o que nunca foi devido.
- Bandeira tarifária: o adicional que a ANEEL revê todo mês e que pode ficar meses seguidos na mesma faixa; só dá para reagir consumindo menos.
- Gerar a própria energia: placas no seu telhado, com obra e investimento.
- Assinatura por geração compartilhada: uma usina gera por você e a economia chega como desconto sobre a energia compensada.
Quer saber quanto dá no seu caso?
Envie sua conta e receba uma simulação grátis.
Os três primeiros você resolve sozinho, com a distribuidora ou o CadÚnico. Os dois últimos são decisões de contrato. Todos esbarram no mesmo limite.
Se você quer os cinco lado a lado (quanto rende cada um, o que exige e quais deles somam entre si), a tabela comparativa no fim deste guia resume tudo. Aqui o foco é o mecanismo: sobre qual pedaço da fatura cada um encosta.
O que na sua conta de luz nenhum desconto alcança
A fatura que chega é a soma de linhas com origens diferentes. Cada desconto age sobre algumas delas e passa longe das outras.
| Linha da fatura | O que é | Um desconto alcança? |
|---|---|---|
| Energia consumida | O kWh que você usou no mês | Sim. É aqui que a Tarifa Social e a compensação de créditos agem |
| Uso da rede | Postes, cabos, transformadores | Em parte. Nos sistemas próprios que protocolaram a solicitação de acesso a partir de 7 de janeiro de 2023, a parcela do Fio B que ainda é compensada diminui a cada ano. Na assinatura da Solar Maranhão isso não acontece: as usinas que atendem os assinantes estão na regra anterior |
| Custo de disponibilidade | Mínimo da rede: 30 kWh no monofásico, 50 no bifásico e 100 no trifásico, pela Resolução Normativa 1.000/2021 da ANEEL | Não. É cobrado mesmo com consumo zerado |
| Contribuição de iluminação pública | Cobrada pelo município, dentro da fatura | Não |
| Tributos (ICMS, PIS/Cofins) | Incidem sobre a base tributável | Não de forma direta |
| Bandeira tarifária | Adicional por 100 kWh definido pela ANEEL a cada mês | Não de forma direta |
A prova mais clara vem do benefício mais generoso do país. Mesmo com 100% de gratuidade pela Tarifa Social, a fatura continua chegando: seguem cobrados os custos não associados ao consumo, como iluminação pública e ICMS (Câmara dos Deputados, Lei 15.235/2025).
Se o desconto máximo previsto em lei federal não zera a fatura, nenhum desconto comercial zera. Guarde essa régua.
Tarifa Social: o maior desconto na conta de luz do Brasil
A Tarifa Social zera a tarifa de energia dos primeiros 80 kWh do mês. O excedente é cobrado pela tarifa normal, sem redução (página da Tarifa Social na ANEEL).
A antiga tabela de faixas (65% até 30 kWh, 40% de 31 a 100 kWh, 10% de 101 a 220 kWh e nada acima disso) não vale mais, embora muita página ainda a repita. Foi substituída pela gratuidade em vigor desde 5 de julho de 2025 (MP 1.300/2025, convertida na Lei 15.235/2025).
Tem direito ao benefício:
- famílias no CadÚnico com renda mensal por pessoa de até meio salário mínimo;
- famílias no CadÚnico com renda de até 3 salários mínimos e alguém que dependa de equipamento elétrico de uso contínuo;
- idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência que recebam o BPC.
A concessão é automática, pelo cruzamento do CPF do titular com o CadÚnico. Se o desconto não aparece, procure o CRAS para atualizar o cadastro e depois a distribuidora, com o NIS em mãos. Há ainda o Desconto Social, da mesma lei: desde 1º de janeiro de 2026, quem está no CadÚnico com renda por pessoa entre meio e um salário mínimo e consumo até 120 kWh fica isento das quotas da CDE.
O limite prático é o consumo. Quem usa ar-condicionado passa dos 80 kWh com folga, e o excedente vai pela tarifa cheia. Para uma casa de 300 ou 500 kWh, a Tarifa Social resolve pouco.
Como pedir a Tarifa Social se ela não aparece na sua conta
A concessão é automática, então o problema quase sempre está no cadastro. Confira nesta ordem:
- Veja se o CadÚnico da família está atualizado. Quem faz a atualização é o CRAS do seu município, sem cobrança.
- Confira se o CPF do titular da conta de luz é o mesmo de alguém da família inscrita. Fatura no nome do proprietário, de um parente ou de um antigo morador quebra o cruzamento e o benefício não entra.
- Com o NIS e o CPF do titular em mãos, procure a Equatorial pelos canais de atendimento e peça a aplicação do benefício naquela unidade consumidora.
- Acompanhe as faturas seguintes: quando o benefício entra, ele aparece identificado no quadro de itens, e não como um abatimento genérico no valor final.
Nenhuma dessas etapas é paga e nenhuma exige intermediário. As regras de enquadramento estão na página da Tarifa Social na ANEEL.
Classe errada e bandeira: o desconto que você talvez já tenha
Antes de contratar qualquer coisa, olhe a sua fatura. Se a conta deste mês veio fora da curva, confira a leitura registrada, a classificação da unidade e a bandeira do mês. Duas dessas linhas costumam esconder dinheiro, e são as que vêm a seguir.
A primeira é a classificação da unidade consumidora. Imóvel rural cadastrado como urbano, ponto comercial na tarifa de indústria, medidor trifásico numa casa que precisaria só de bifásico. O monofásico tem custo de disponibilidade de 30 kWh, o bifásico 50 kWh e o trifásico 100 kWh: um piso 50 kWh mais alto, cobrado sempre que o consumo ficar abaixo dele. A correção é gratuita e se pede à Equatorial.
A segunda é a bandeira tarifária. Em agosto de 2026, a ANEEL manteve a bandeira amarela pelo quarto mês seguido, com adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh. Bandeira não se negocia, e mudar o horário do chuveiro não ajuda: o adicional incide sobre cada kWh registrado no medidor, não sobre a hora em que ele foi gasto. A única reação é consumir menos nos meses caros.
Nenhum desses ajustes é grande sozinho. Mas são os únicos que não dependem de contrato. Do lado do consumo, a ordem de prioridade (o que corta dezenas de kWh e o que corta migalhas) está em como economizar energia.
Conta atrasada: existe desconto ou só parcelamento?
Aqui a resposta é desagradável e é melhor dizer logo. Débito já faturado não recebe desconto. O que existe é negociação de prazo, feita direto com a Equatorial pelos canais de atendimento, e nenhum dos cinco caminhos deste guia apaga o que ficou para trás. A Tarifa Social passa a valer das faturas seguintes em diante, não retroage. A assinatura incide sobre a energia compensada dos ciclos futuros, não quita fatura antiga e não impede o corte por inadimplência. Se a conta está em atraso, resolva primeiro o parcelamento com a distribuidora e trate o desconto como o passo seguinte, para a conta não apertar de novo pelo mesmo motivo.
Gerar a própria energia: desconto grande, com obra e investimento
Instalar placas é o caminho que mais reduz a conta, e o único que exige capital, obra e imóvel próprio. Nos cenários mais favoráveis, estimativas de mercado divulgadas pela imprensa colocam o retorno em cerca de 3 anos (ISTOÉ Dinheiro, 2025). É estimativa, não medição: o prazo depende do consumo, da tarifa vigente e do telhado, e com consumo menor conte mais tempo. E, mesmo pago o sistema, a fatura não some: continuam nela o custo de disponibilidade, a contribuição de iluminação pública, a bandeira tarifária e os itens financeiros.
Há um porém que mudou a matemática. Quem protocolou a solicitação de acesso a partir de 7 de janeiro de 2023 paga uma fatia crescente do Fio B sobre a energia que injeta e depois compensa: 45% em 2025, 60% em 2026, 75% em 2027 e 90% em 2028, pelo cronograma do art. 27 da Lei 14.300/2022 (Canal Solar, 2026). Quem protocolou o pedido de acesso antes dessa data ficou fora desse escalonamento, e nesses casos as condições ficam preservadas até 2045. Quem instala agora compensa menos da fatura do que se compensava em 2023.
Com telhado bom, capital livre e dez anos pela frente no mesmo endereço, é o caminho de maior retorno, e comparamos os dois modelos em energia solar vale a pena no Maranhão: instalar placas ou assinar. Sem capital, telhado ou imóvel próprio, sobra o quinto caminho.
Assinatura: 15% sobre a energia compensada, com a conta aberta
Na geração compartilhada, uma usina pronta injeta energia na rede da Equatorial e os créditos são rateados entre os assinantes. Você não instala nada e continua recebendo energia pela rede de sempre. O cálculo completo e os itens que a assinatura não abate estão na energia compensada, e o mecanismo do rateio está detalhado em geração compartilhada.
O desconto da Solar Maranhão é de 15% sobre a energia compensada, que é a quantidade de energia gerada pela nossa usina solar que substitui a energia que você compraria da Equatorial, não sobre o valor total da fatura. Essa distinção é o artigo inteiro. Veja por quê.
A conta fechada de uma fatura de R$ 600
Exemplo ilustrativo. A divisão muda de fatura para fatura: quanto menor a conta, maior o peso das linhas fixas. Use a sua para o número exato.
| Item | Valor |
|---|---|
| Fatura atual na Equatorial | R$ 600,00 |
| Parcela correspondente à energia que será compensada | R$ 540,00 |
| Parcela que nenhum desconto alcança (custo de disponibilidade, contribuição de iluminação pública, bandeira tarifária e itens financeiros da fatura) | R$ 60,00 |
| Desconto de 15% sobre os R$ 540 | R$ 81,00 |
| Soma das duas faturas depois de assinar | R$ 519,00 |
Oitenta e um reais por mês, em torno de R$ 80, o que dá R$ 972 em doze meses, perto de R$ 1.000 por ano. E agora o número que os anúncios não mostram: R$ 81 sobre uma fatura de R$ 600 equivale a 13,5% do valor total pago, não a 15%.
É por isso que a Solar Maranhão nunca anuncia o desconto sobre a fatura inteira. Seria um número maior no anúncio e uma decepção na primeira fatura. Preferimos que você faça a conta antes de assinar, não depois.
Como achar na sua fatura a parte que recebe o desconto
Pegue a fatura da Equatorial e olhe o quadro de itens, não o valor grande do boleto. A base do desconto é a linha de consumo de energia em kWh. Fora dela ficam o custo de disponibilidade, a contribuição de iluminação pública, a bandeira tarifária e os itens financeiros da fatura, como juros e parcelamento. Também fica de fora o consumo que ultrapassar os créditos do mês. Localize essa linha, aplique 15% sobre ela e você tem a ordem de grandeza do desconto antes de qualquer simulação.
Lendo faturas de assinantes desde outubro de 2021, quando a Solar Maranhão começou a operar com assinatura, o padrão se repete: a maioria dos assinantes tem conta entre R$ 400 e R$ 1.000 por mês, e é nessa faixa que a energia pesa mais do que as linhas fixas. Quanto menor a fatura, maior a fatia que nenhum desconto alcança, e é daí que vem a régua de entrada.
Por que você passa a receber duas faturas
Depois da adesão, chegam dois documentos por mês. A Equatorial continua cobrando a parte dela: uso da rede, custo de disponibilidade, iluminação pública e tributos. A AMEL (Associação Maranhense de Energia Limpa) emite a segunda fatura, referente à energia compensada, já com os 15% aplicados: a Solar Maranhão opera as usinas; a AMEL responde pelo rateio.
Duas faturas assustam à primeira vista. Mas é o que torna a economia auditável: você vê sobre qual valor o desconto incidiu, mês a mês.
O Fio B que encarece as placas próprias afeta a assinatura?
Não. O degrau do Fio B do art. 27 da Lei 14.300/2022 atinge os sistemas que protocolaram a solicitação de acesso a partir de 7 de janeiro de 2023. As usinas que atendem os assinantes da Solar Maranhão estão na regra anterior de geração distribuída, com direito adquirido, e por isso o Fio B da regra de transição não chega à fatura do assinante. As condições ficam preservadas até 2045.
A diferença aparece quando você põe os dois caminhos no mesmo papel. Quem instala placas hoje vê a fatia do Fio B fora da compensação subir de 60% em 2026 para 75% em 2027 e 90% em 2028. Na assinatura, a base do cálculo continua sendo a energia compensada, com 15% de desconto sobre ela.
Quem pode assinar e em quanto tempo entra
A régua de entrada é conta de luz a partir de R$ 400 por mês. Em condomínio, a conta que vale é a das áreas comuns, não a das unidades. Veja as condições para energia solar por assinatura para condomínios.
Da assinatura até o desconto aparecer na fatura, costuma levar de 30 a 60 dias, porque depende do ciclo de faturamento da distribuidora. A ativação do rateio junto à Equatorial acontece antes desse ponto e não é o mesmo marco: ativado o rateio, o crédito só aparece na fatura do ciclo de leitura seguinte. Tratamos isso como estimativa, não como promessa.
Não é um perfil só. Entre os assinantes ativos, os perfis mais frequentes são comércios, padarias e hotéis ou pousadas, negócios em que a energia é custo fixo e a fatura passa dos R$ 400 todo mês. Em condomínio, quem assina é a administração, pela conta das áreas comuns. Em residência, vale a conta do próprio imóvel.
Se a sua conta fica abaixo de R$ 400, dizemos isso na primeira conversa: a assinatura não é o seu caminho. O que rende mais nesse caso são os três primeiros itens deste guia, a Tarifa Social se você se enquadra, a correção de classe e o corte de consumo.
Se não gostar da primeira fatura, você cancela com aviso prévio de 30 dias e volta ao modelo anterior, sem multa.
Solicite a simulação com a sua fatura real pelo WhatsApp (98) 3042-2025. Atendemos de segunda a sexta, das 8h às 18h, e sábado, das 8h às 12h, 100% digital.
Qual caminho serve para você?
| Caminho | Incide sobre | Redução típica | Exige |
|---|---|---|---|
| Tarifa Social | Os primeiros 80 kWh | 100% da tarifa de energia dessa faixa | Enquadramento no CadÚnico ou BPC |
| Correção de classe | Custo de disponibilidade e tarifa | Variável | Um pedido à Equatorial |
| Reação à bandeira | kWh consumido no mês caro | Pequena, e só nos meses com bandeira acionada | Mudança de hábito |
| Placas próprias | Energia compensada, com 60% do Fio B fora da compensação em 2026 nos sistemas que protocolaram a solicitação de acesso a partir de 7 de janeiro de 2023 | Alta | Obra, capital e imóvel próprio |
| Assinatura | Energia compensada | 15% sobre essa parcela | Conta a partir de R$ 400 por unidade consumidora |
Se você se enquadra na Tarifa Social, comece por ela: é gratuita e, dentro da faixa de consumo que ela cobre, maior que qualquer oferta comercial. Se não, e a conta passa de R$ 400, a assinatura reduz o valor pago sem tirar dinheiro do caixa. O passo a passo está em como contratar energia solar por assinatura.
Se a conta é de CNPJ, a tabela acima não é a lista completa. Parte das empresas tem alavancas que residência não tem (demanda contratada, fator de potência e horário de ponta). Quando existem, essas alavancas costumam valer mais do que qualquer desconto percentual. Nos perfis mais frequentes entre os assinantes, porém, elas em geral não aparecem na fatura. O caminho está em como reduzir a conta de energia da empresa.
Esses cinco descontos somam entre si?
Alguns somam, outros não se encontram na prática.
- Correção de classe e assinatura somam. A correção mexe no custo de disponibilidade e na tarifa aplicada; a assinatura incide sobre a energia compensada. São linhas diferentes da fatura.
- Reagir à bandeira soma com qualquer um dos outros. Nos meses em que a bandeira está acionada, ela continua sendo cobrada pela Equatorial em todos os cenários, e consumir menos nesse mês reduz o adicional de qualquer jeito.
- Tarifa Social e assinatura quase nunca se cruzam. Quem se enquadra na Tarifa Social costuma ter conta bem abaixo dos R$ 400 que a assinatura exige. Nessa faixa, a Tarifa Social resolve e a assinatura não acrescenta.
- Placas próprias e assinatura, na prática, não somam. Quem já gera no telhado compensa quase toda a energia da própria fatura e sobra pouca base para um segundo desconto encostar.
Regiões atendidas e por que isso muda a conta
A Solar Maranhão atende São Luís e as demais cidades na área de concessão da Equatorial Maranhão, que cobre 217 municípios do estado (ANEEL, 2025). Geração compartilhada só funciona dentro da mesma área de concessão. Logo, se a sua fatura é da Equatorial Maranhão, a localização não é obstáculo, e aí vale a régua de entrada declarada neste guia: conta a partir de R$ 400 por mês em cada unidade consumidora.
A energia vem de usinas próprias da Solar Maranhão em operação no estado.
A revisão tarifária de 2025 elevou as tarifas em 17,90% na média e 17,46% para residências, com vigência a partir de 28 de agosto de 2025 (ANEEL, 2025). Um percentual de desconto vale mais em reais quando a tarifa sobe, e a ANEEL já aprovou o reajuste anual seguinte, em vigor desde 28 de agosto de 2026: veja o que muda em conta de luz vai subir de novo no Maranhão.
Hoje são 15 municípios do Maranhão com assinante ativo, com concentração em São Luís e Região Metropolitana, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. Veja as condições da energia solar por assinatura no Maranhão e a de energia solar por assinatura em São Luís. A empresa nasceu em São Luís em 2021, dirigida por três sócios com mestrado na USP e mais de uma década em energia renovável.
A Solar Maranhão mantém certificação SGS para estruturação e asseguração de indicadores de sustentabilidade, vigente até 2030.
Entre em contato pelo WhatsApp (98) 3042-2025 e envie uma fatura recente.
Perguntas frequentes
Quem tem direito a desconto na conta de luz?
Quem se enquadra na Tarifa Social tem direito previsto em lei: famílias no CadÚnico com renda por pessoa de até meio salário mínimo, beneficiários do BPC e quem depende de equipamento elétrico por questão de saúde. Fora desse recorte, o desconto vem de contrato: assinatura ou geração própria.
Qual o desconto da Tarifa Social hoje?
São 100% da tarifa de energia sobre os primeiros 80 kWh consumidos no mês, regra em vigor desde 5 de julho de 2025 (Lei 15.235/2025). Iluminação pública e tributos continuam na fatura. O consumo acima de 80 kWh é cobrado pela tarifa cheia. As antigas faixas de 65%, 40% e 10% já não valem, embora ainda apareçam em sites desatualizados.
É possível zerar a conta de luz?
Não. Mesmo com 100% de gratuidade pela Tarifa Social, a fatura continua trazendo os custos não ligados ao consumo, como contribuição de iluminação pública e ICMS (Câmara dos Deputados, 2025). Qualquer oferta de conta zerada ignora a estrutura da fatura brasileira.
Como saber se uma oferta de desconto na conta de luz se sustenta?
Três perguntas resolvem quase sempre. Primeira: sobre qual linha da fatura o desconto incide? Se a resposta não for uma linha específica, o número do anúncio não vai se repetir no boleto. Segunda: o percentual é fixo ou é um teto? Quem anuncia um limite máximo está mostrando o melhor caso, não o seu. Terceira: existe obra, investimento inicial, fidelidade ou multa de cancelamento? Cada um desses itens é um custo que o percentual não mostra.
A régua que aplicamos é essa: 15% sobre a energia compensada, uma linha nomeada da fatura, sem obra, sem investimento, sem fidelidade e sem multa de cancelamento. Peça as três respostas por escrito a qualquer proposta antes de comparar percentuais.
O desconto de 15% da assinatura vale sobre o total da minha fatura?
Não. Os 15% incidem sobre a energia compensada, não sobre o valor total da fatura. Numa fatura de R$ 600 com R$ 540 de energia compensada, o desconto fica em torno de R$ 80 por mês, ou 13,5% do total pago. É menos do que um anúncio de “15%” sugere, e é exatamente o que está no contrato.
O valor do desconto muda de um mês para o outro?
O percentual não muda: são sempre 15% sobre a energia compensada. O valor em reais muda, porque a base muda de mês para mês. Em um mês de consumo maior, a energia compensada é maior e o desconto em reais também. Se o consumo passar dos créditos do mês, o excedente é cobrado pela Equatorial pela tarifa normal e fica fora da base. Custo de disponibilidade, contribuição de iluminação pública, bandeira tarifária e itens financeiros da fatura seguem fora em qualquer mês. Por isso a comparação honesta é entre a soma das duas faturas e a fatura única anterior, nunca entre percentuais de anúncio.
Como funciona o cancelamento se eu não gostar?
Não há fidelidade nem multa de cancelamento. O pedido é feito com aviso prévio de 30 dias e a unidade volta a receber uma fatura única da Equatorial, como antes. Como não houve obra nem equipamento instalado no imóvel, não existe nada para desmontar ou devolver.
Em quanto tempo o desconto aparece na fatura?
Costuma levar de 30 a 60 dias entre a assinatura e a primeira fatura com desconto, porque depende do ciclo de faturamento da distribuidora. São dois marcos diferentes: primeiro sai a ativação do rateio junto à Equatorial, e só na fatura do ciclo de leitura seguinte o crédito aparece com o desconto aplicado. Fale conosco pelo WhatsApp (98) 3042-2025 para acompanhar cada etapa.
Francisco SantoMestre em Planejamento Energético pela USPPublicado em 19 de agosto de 2026